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Vivência nas Escolas Indígenas das Aldeias Pipipãs, município de Floresta, Pernambuco




Escrito por: Jussara Keila Nascimento de Souza & José Alves de Siqueira Filho

Publicado em: 18/09/2018



A dinâmica, organização e os desafios do currículo indígena nas Escolas Indígenas Pipipãs, localizadas no município de Floresta, em Pernambuco, tem sido estudadas no âmbito do projeto de pesquisa do mestrado em Extensão Rural da UNIVASF iniciado em agosto de 2017. No período de 14/05/2018 à 16/05/2018 ocorreram os primeiros contatos com as comunidades escolares através de uma visita técnica nas aldeias Pipipãs em Floresta (PE) por parte da equipe de execução deste estudo.

 

As comunidades indígenas dos Pipipãs estão localizadas nas aldeias do Travessão do Ouro, Capoeira de Barro, Caraíbas e Faveleira, na zona rural deste município. O tema do projeto é a gestão e ambientação das escolas indígenas da etnia Pipipã, intitulado “Convergências, disputas e alternativas: unidade de conservação e território indígena”, com o objetivo de conhecer a cultura Pipipã e a prática escolar nas aldeias.

 

O objetivo principal foi realizar o primeiro contato com as comunidades e analisar os discursos e narrativas dos indígenas sobre suas memórias para compreender as consequências culturais causadas pela sua identidade com a Serra Negra, onde se localiza uma unidade de conservação da categoria Reserva Biológica criada através do decreto 28.348 de 07 de junho de 1950, a mais antiga Reserva Biológica do Brasil.

 

As lideranças Pipipãs guardam conhecimentos passados ao Pajé Expedito Roseno dos Santos pelo seu falecido pai Joaquim Roseno, o Cacique Waldemir Lisboa, o Juremeiro Inácio Silva e os professores indígenas dessas aldeias Pipipãs que são os caminhos a serem percorridos na pesquisa, compartilhando conosco as suas singularidades, seus costumes.

 

A identidade cultural é expressa na sua organização interna, na retomada da valorização do “Aricuri” desde1994 no território da Serra Negra onde está situada a Reserva Biológica da Serra Negra, sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Entre os principais desafios dos Pipipãs se destaca a homologação do território Pipipã pela FUNAI e a educação diferenciada nas quatro escolas das aldeias: Escola Estadual Joaquim Roseno (Travessão do Ouro), Menino Jesus (Capoeira de Barro), Tibúrcio Lima (Faveleira) e a Escola Estadual Antônio Francisco da Silva (Caraíbas).

 

Refletindo sobre a tradição e seu contexto é necessário conhecer o trajeto histórico dos Pipipãs em suas mobilizações, para tanto, o contato inicial sobre a realidade vivenciada nas escolas e o significado da Serra Negra para os indígenas são formas de estabelecer o diálogo sobre a importância de conservar a memória histórica dos povos indígenas praticamente extintos no semiárido nordestino. Deste modo, as visitas resultaram em um esforço que reuniu memórias referentes à Serra Negra, que exprimem o significado para os indivíduos remanescentes. Os eixos da educação escolar do povo indígena Pipipã são identidade, história, organizaçãoe interculturalidade, que serão estudados comparando com a história de outras comunidades indígenas e sua relação com unidades de conservação no Brasil. Ademais, a reflexão sobre a expulsão de suas terras por fazendeiros.

Como termômetro de sensibilização da comunidade foram plantadas mudas de espécies nativas da caatinga tais como Juazeiro, Mulungú, pau d'arco e Aroeira para serem cultivadas pelos alunos  e profesores das escolas indígenas. Espera-se que esta simples iniciativa seja útil para estimular estudantes, professores, pais e lideranças Pipipãs, como Gerôncio, Valdemir, Francisco, Aldeni, Lourival, Eleuza, Edijalva, Edivan e Benedito, através do compartilhamento de ideias de valorização da educação, do meio ambiente, da saúde e qualidade de vida dentro do universo Pipipã.

 

 

Figura A)Escola Estadual Indígena Joaquim Roseno dos Santos, localizada na Aldeia Travessão do Ouro; B) Escola Estadual Indígena Menino Jesus, localizada na Aldeia Capoeira do Barro; C) Escola Estadual Indígena Tibúrcio Lima, localizada na Aldeia Faveleira; Escola Estadual Indígena Antônio Francisco da Silva, localizada na Aldeia Caraíbas.



18/09/2018

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